Card 12 de 17 · Termos essenciais, integrantes e acessórios da oração
Em 'o amor de Deus' (podendo significar tanto 'o amor que Deus sente' quanto 'o amor que se sente por Deus'), a ambiguidade estrutural decorre exatamente da possibilidade de 'de Deus' ser tanto adjunto adnominal (sentido ativo, Deus ama) quanto complemento nominal (sentido passivo, Deus é amado).
Essa ambiguidade clássica ilustra perfeitamente a diferença entre adjunto adnominal (sentido ativo: o substantivo pratica a ação, 'Deus ama') e complemento nominal (sentido passivo: o substantivo sofre a ação, 'Deus é amado'), ambos podendo ser introduzidos pela mesma preposição 'de'.
Esse exemplo canônico da gramática tradicional é frequentemente cobrado para testar se o candidato compreende a distinção semântica (ativo x passivo) que fundamenta a diferenciação sintática entre esses dois termos.
Fundamentação teórica
Sintaxe: complemento nominal x adjunto adnominal — caso clássico (Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo).
Técnica de memorização
TESTE DEFINITIVO: sentido ATIVO (substantivo PRATICA a ação) = adjunto adnominal; sentido PASSIVO (substantivo SOFRE a ação) = complemento nominal.
Exemplo prático
'O medo do escuro' (adjunto adnominal, ativo: o escuro causa medo... ou complemento nominal, se 'escuro' fosse o que se teme) ilustra a mesma ambiguidade clássica.
Erros comuns
Não perceber a dupla possibilidade interpretativa (ativa ou passiva) presente em construções ambíguas com substantivos abstratos seguidos de 'de'.
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