A predominância de verbos de ligação e de estado, em detrimento de verbos de ação, é uma marca linguística típica das sequências descritivas.
Correto: descrição privilegia estados e qualidades (verbos de ligação: ser, estar, parecer), diferentemente da narração, que privilegia ações no tempo.
Sequências descritivas se organizam no espaço, não no tempo, e por isso recorrem a verbos que expressam estado, qualidade ou característica (ser, estar, parecer, permanecer) e a adjetivos qualificadores, ao contrário da narração, marcada por verbos de ação em sequência temporal.
Fundamentação teórica
Base teórica: classificação tipológica de Adam (sequências textuais: narrativa, descritiva, argumentativa, explicativa, dialogal).
Base científica
Técnica de contraste par a par: narração = tempo + verbos de ação; descrição = espaço + verbos de estado — memorizar sempre em pares opostos.
Técnica de memorização
Regra prática: se o texto 'para o tempo' e detalha características, é descrição; se o tempo 'avança' com eventos, é narração.
Exemplo prático
Exemplo: 'A sala era ampla, com paredes brancas e um único quadro ao fundo' é descrição pura — note a ausência de progressão temporal.
Erros comuns
Erro comum: classificar como narração qualquer trecho que tenha verbos no passado, ignorando se há progressão de eventos (narração) ou apenas caracterização estática (descrição).
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