Card 1 de 1 · Pronome relativo
Texto-base: Ao longo da vida, todas as pessoas — homens, mulheres, jovens e adultos — precisam repetidamente escolher entre o que consideramos certo e o que consideramos errado, entre o bem e o mal. Apesar de essa questão acompanhar a humanidade há muito tempo, a fronteira entre o que se considera correto e o que se considera incorreto não é fixa: ela se transforma conforme a época e o lugar experimentados ao redor do planeta. Ainda nos dias de hoje, em determinados lugares, a pena de morte é autorizada pelo Estado em nome da justiça; em outras sociedades, entende-se que o direito à vida é inviolável e que nem o Estado nem qualquer pessoa pode dela dispor. Em tempos passados, era tido como aceitável que mulheres e crianças fossem espancadas e que povos inteiros fossem escravizados; hoje, ainda que persistam casos de violência e de trabalho análogo à escravidão, esses comportamentos são condenados publicamente na maior parte do mundo. Mas a disputa entre o certo e o errado não se coloca apenas na esfera dos grandes temas polêmicos que atraem os holofotes da mídia. Muitas vezes é na solidão da consciência de cada um de nós, pequenos e grandes, que o certo e o errado se enfrentam. E a ética é o domínio desse confronto. Com base no texto acima, julgue o item a seguir: No trecho "o que consideramos certo", do texto-base, o vocábulo "que" classifica-se como pronome relativo e exerce a função de complemento (objeto direto) da forma verbal "consideramos".
Certo: "que" substitui "certo/isso" e funciona como objeto direto de "consideramos".
Em "o que consideramos certo", "que" é pronome relativo que retoma a ideia anterior e funciona como complemento (objeto direto) do verbo transitivo direto "consideramos" ("consideramos [isso] certo").
Fundamentação teórica
Morfossintaxe do pronome relativo "que" (Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo).
Base científica
Classificação morfológica dos pronomes relativos e suas funções sintáticas.
Técnica de memorização
Teste de substituição: se "que" pode virar "o qual/a qual", é pronome relativo, não conjunção.
Exemplo prático
"O livro que eu li" — "que" = "o qual", pronome relativo, objeto direto de "li".
Erros comuns
Classificar automaticamente todo "que" como conjunção integrante sem testar a substituição por "o qual".
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