Card 1 de 1 · Narração em primeira pessoa
Contexto: em crônica de tom pessoal e informal, um cronista relata que, por seu trabalho, convive com pessoas bem-sucedidas, marcadas pela superação de limites, e observa como o brilho do sucesso alimenta uma busca constante por reconhecimento, quase um vício pelo aplauso. Arriscando-se a fazer uma reflexão informal, quase de 'psicologia de botequim', ele expõe a suspeita de que o adulto que gosta de brincar e não busca o sucesso tem, ao contrário, a chance de ser mais feliz, livre do vício do aplauso e mais próximo das coisas simples da vida. Para ele, é quase ridículo ensinar às crianças que ser um bom profissional é mais importante do que ser feliz sendo quem se é e gostando do que se gosta. Julgue o item: a opção pelo ponto de vista em primeira pessoa confere ao texto certo grau de subjetividade e configura um gênero de artigo em que as opiniões são assumidas de forma pessoal.
Item CERTO — a narração em primeira pessoa é marca de subjetividade típica da crônica/artigo de opinião.
O uso da primeira pessoa ('vivo metido', 'vejo', 'arriscando-me', 'exponho uma desconfiança') marca a assunção pessoal do ponto de vista pelo autor, característica central do gênero crônica/artigo de opinião, em que o relato e a análise partem explicitamente da perspectiva subjetiva de quem escreve.
Fundamentação teórica
Gêneros textuais — crônica/artigo de opinião e a marca da primeira pessoa do discurso.
Técnica de memorização
1ª pessoa = 'eu falo, eu acho' = subjetividade assumida = marca de crônica/opinião, não de texto científico neutro.
Exemplo prático
Uma reportagem jornalística busca a 3ª pessoa e a impessoalidade; já uma crônica assume a 1ª pessoa livremente.
Erros comuns
Achar que o uso da 1ª pessoa é incompatível com um texto publicado em jornal de grande circulação.
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