Toda inferência realizada na leitura de um texto decorre exclusivamente de relações lógico-formais entre as proposições explícitas, sem depender de conhecimento de mundo do leitor.
Está errado: grande parte das inferências em leitura é pragmática, dependendo de conhecimento de mundo e contexto, não apenas de lógica formal entre proposições.
Inferências lógicas decorrem estritamente da estrutura das proposições (ex.: se 'todo A é B' e 'X é A', logo 'X é B'). Já inferências pragmáticas dependem de conhecimento compartilhado e contexto — por exemplo, entender que 'ele abriu o guarda-chuva' implica 'estava chovendo' exige conhecimento de mundo, não apenas lógica.
Fundamentação teórica
Base teórica: Grice, implicaturas conversacionais; Koch e Elias, 'Ler e Compreender: os Sentidos do Texto'.
Base científica
Base científica: modelos de compreensão leitora em psicolinguística mostram que leitores combinam decodificação textual com esquemas de conhecimento prévio armazenados na memória de longo prazo.
Técnica de memorização
Técnica: sempre que a questão usar advérbios restritivos ('exclusivamente', 'somente', 'apenas'), redobre a atenção — é frequentemente pegadinha.
Exemplo prático
Exemplo: no trecho 'Maria saiu sem guarda-chuva e voltou encharcada', infere-se que choveu — conclusão que depende de conhecimento de mundo, não de uma regra lógica explícita no texto.
Erros comuns
Erro comum: achar que toda inferência 'correta' precisa estar logicamente garantida pelo texto; em compreensão leitora, inferências plausíveis e coerentes com o contexto também são aceitas como corretas.
💡 Errou esse card? Marque para revisão para estudar depois. Quanto mais você errar, mais importante revisar o assunto.