Card 1 de 1 · Impossibilidade de inferir valores absolutos apenas
Os estados do Acre e de Rondônia tiveram um aumento de 51,52% no número de mortos nas estradas federais, no ano passado, seguidos do Distrito Federal (DF), que teve um crescimento de 43,48%. Já os estados de Tocantins e do Amazonas apresentaram as maiores reduções de mortes, 34,21% e 35,71%, respectivamente. A partir do texto, é correto inferir que, em 2001, o número de mortos nas estradas federais do estado de Tocantins, em termos absolutos, foi inferior ao número de mortos nas estradas federais do estado do Acre.
Item ERRADO — o texto fornece apenas variações percentuais em relação ao ano anterior, sem informar os valores absolutos de mortos em cada estado, sendo impossível inferir com certeza qual estado teve, em termos absolutos, mais ou menos mortes.
Os percentuais de aumento (Acre) e de redução (Tocantins) informados no texto são relativos aos números de cada estado no ano anterior, que não são fornecidos; sem conhecer os valores absolutos de partida, não é possível concluir, apenas a partir das variações percentuais, qual dos dois estados teve, em 2001, número absoluto maior ou menor de mortes.
Fundamentação teórica
Estatística — diferença entre variação percentual relativa e valor absoluto, quando a base de comparação não é conhecida.
Base científica
Impossibilidade de comparar valores absolutos apenas com base em taxas de variação percentual sem conhecer os valores de referência.
Técnica de memorização
Sem saber o número BASE de cada estado, um "aumento de 51%" ou uma "queda de 34%" não permitem comparar valores absolutos entre eles.
Exemplo prático
Se o Acre tinha 10 mortes e teve alta de 51% (chegando a ~15), e Tocantins tinha 100 mortes e teve queda de 34% (chegando a ~66), Tocantins teria MAIS mortes em termos absolutos, apesar da "queda".
Erros comuns
Confundir variação percentual (relativa à base de cada estado) com comparação direta de valores absolutos entre estados diferentes.
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