Postagens em redes sociais que combinam imagem, texto curto e hashtags constituem um gênero textual multimodal emergente, incompatível com a noção clássica de gênero proposta por Bakhtin.
Está errado dizer que são incompatíveis: Bakhtin previu justamente a plasticidade e o surgimento contínuo de novos gêneros conforme mudam as esferas de comunicação.
Bakhtin afirma explicitamente que a quantidade de gêneros é infinita e cresce à medida que se desenvolvem e se complexificam as esferas da atividade humana. Gêneros digitais multimodais são uma extensão natural dessa teoria, não uma ruptura com ela.
Fundamentação teórica
Base teórica: Bakhtin sobre a heterogeneidade e o caráter inesgotável dos gêneros do discurso; Marcuschi sobre gêneros textuais emergentes na internet.
Base científica
Base científica: teoria da hibridização de gêneros — princípio de que novos suportes tecnológicos geram novos gêneros por adaptação, não por ruptura teórica.
Técnica de memorização
Regra de bolso: 'nova tecnologia, novo suporte, mesmo Bakhtin' — a teoria sobrevive porque foi pensada para ser expansível.
Exemplo prático
Exemplo: um story do Instagram com texto sobreposto e contagem regressiva é um gênero digital multimodal, mas ainda analisável pelas categorias de esfera, forma composicional e estilo de Bakhtin.
Erros comuns
Erro comum: supor que teorias 'clássicas' de linguística não se aplicam a fenômenos digitais recentes — a banca costuma testar exatamente a atualidade dessas teorias.
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