Card 1 de 1 · Função Poética da Linguagem

Língua Portuguesa Estilo Cebraspe
Função Poética da Linguagem Dificuldade: Difícil

Considere um texto literário em prosa poética que descreve a figura de um andarilho do Pantanal, apelidado Bernardão, que vive seis meses do ano caminhando pela região durante a seca e se refugia quando as águas cobrem os caminhos. O andarilho não tem nome fixo nem relógio, considera o ato de vagar uma virtude, e não se relaciona com os moradores dos lugares por onde passa — não por falta de educação, mas por alheamento e cansaço das convenções sociais. Ele repete sempre a mesma frase ao chegar a um lugar: que vem do vazio do mundo e vai para o vazio do mundo. Enquanto as águas não baixam, trabalha em troca de comida, reclamando do trabalho, com raiva de quem inventou a enxada. Jovens que hoje se identificam com um estilo de vida mais próximo da natureza o imitam, mas ele nunca se vangloriou de ser um precursor desse comportamento. O texto afirma que sua adesão à natureza e sua inocência lhe são inatas, e que seu maior luxo é não ser ninguém, vivendo sem ambição de posse, embora fisicamente robusto, mantendo por dentro uma pureza infantil. Utilizando recursos próprios da função poética da linguagem, o autor do texto