Card 9 de 9 · Frase, oração e período; termos da oração
Em orações limítrofes entre complemento nominal e adjunto adnominal, como 'O medo do escuro afetava a criança', a distinção correta depende de o termo preposicionado (aqui, 'do escuro') expressar quem pratica ou quem sofre a ação/estado indicado pelo substantivo abstrato regente.
Certo — quando o termo preposicionado tem valor passivo/paciente em relação ao substantivo abstrato (o escuro é 'temido', não 'quem teme'), classifica-se como complemento nominal; se tivesse valor ativo (agente), seria adjunto adnominal.
Em 'medo do escuro', 'do escuro' é complemento nominal (o escuro é objeto do medo, sentido passivo); já em 'o medo do menino' (o menino sente medo, agente), seria adjunto adnominal — daí a necessidade de checar o valor semântico ativo/passivo.
Fundamentação teórica
Língua Portuguesa — pegadinha: complemento nominal x adjunto adnominal em casos limítrofes (teste ativo/passivo).
Técnica de memorização
Substantivo abstrato + 'de': agente = adjunto adnominal; paciente = complemento nominal.
Exemplo prático
'O amor da mãe' (mãe ama = agente = adjunto adnominal) x 'o amor à pátria' (pátria é amada = paciente = complemento nominal).
Erros comuns
Classificar automaticamente todo '[substantivo abstrato] + de/a + termo' como a mesma função, sem checar o valor semântico ativo/passivo.
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