Card 2 de 3 · Conjunções coordenativas e subordinativas
A conjunção 'que' pode assumir, dependendo do contexto, valor causal (equivalente a 'porque'), consecutivo (correlato a 'tão/tanto') ou de conjunção integrante, sendo necessário analisar cada ocorrência individualmente para sua correta classificação.
Diversas conjunções da língua portuguesa (que, como, e) são multifuncionais, podendo assumir valores semânticos diferentes conforme o contexto específico em que aparecem, exigindo análise cuidadosa e individualizada de cada ocorrência.
A polivalência de certas conjunções (especialmente 'que', 'como' e 'e') é fonte recorrente de pegadinhas em provas de concurso, exigindo que o candidato não generalize automaticamente o valor semântico mais comum de uma conjunção, mas analise seu emprego específico em cada contexto particular.
Fundamentação teórica
Sintaxe e semântica: polivalência de conjunções (Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo; Bechara, Moderna Gramática Portuguesa).
Técnica de memorização
'QUE', 'COMO' e 'E' são MULTIFUNCIONAIS — nunca generalize o valor semântico sem checar o contexto específico de cada ocorrência.
Exemplo prático
'Tamanha era sua dedicação que todos se impressionaram' emprega 'que' consecutivo, correlato a 'tamanha', não causal.
Erros comuns
Atribuir automaticamente o valor semântico mais comum de uma conjunção multifuncional, sem análise individualizada do contexto específico de cada ocorrência.
💡 Errou esse card? Marque para revisão para estudar depois. Quanto mais você errar, mais importante revisar o assunto.